Conheça o Portfólio de Obras e Projetos do Escritor, Músico e Dramaturgo Carlos Correia Santos

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O POETA E SUAS OBRAS

Um dos mais atuantes nomes da atual cena cultural  amazônica, Carlos Correia Santos é poeta, contista, romancista, dramaturgo
e músico (cantor, compositor, violonista e violinista). Na área literária, venceu o Prêmio Funarte de Dramaturgia por três anos consecutivos (2003, 2004 e 2005), o Prêmio Funarte Petrobras de Fomento ao Teatro (2005), o Prêmio Funarte Petrobras de Circulação Nacional (2006) e duas vezes o Edital Seleção Brasil em Cena do Centro Cultural Banco do Brasil (2007 e 2011). Incluídos no Catálogo da Dramaturgia Brasileira, de Maria Helena Kühner (iniciativa detentora do Prêmio Shell), seus textos já foram apresentados em Belém, São Luís, Natal, Recife, Camaçari, Piracicaba, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Teve espetáculos selecionados no Edital Caixa Cultural nos anos de 2008 e 2009. Em 2009, venceu a categoria dramaturgia, com o texto “Não Conte com o Numero Um No Reino de Numesmópolis”, do III Concurso Literatura para Todos, promovido pelo Ministério da Educação. Suas peças já foram traduzidas para o francês e espanhol. Importantes artistas brasileiros, como Stella Miranda (que interpretou a síndica do humorístico “Toma La, Dá Cá”, de Miguel Falabella, exibido na TV Globo), já assinaram direção de suas obras. Carlos Correia Santos é também autor de “Velas na Tapera” (romance vencedor do Prêmio Dalcídio Jurandir), “Senhora de Todos os Passos” (romance vencedor do Prêmio IAP de Edições Culturais 2011), “Nu Nery” (dramaturgia vencedora do Prêmio IAP de Literatura), “Ópera Profano” (dramaturgia vencedora do Prêmio Literário Cidade de Manaus), “Batista” (dramaturgia vencedora do Prêmio IAP de Edições Culturais) e do livro de poemas “Poeticário”.

Foi Secretário do Sistema de Bibliotecas do Estado do Pará, coordenador do programa de ações preparatórias para a Feira Pan-Amazônica do Livro e, ainda, o criador, coordenador e apresentador das programações de fomento à leitura “Café com Verso e Prosa”, “Café com Leituras” e “Estrada de Letras Sarau Viajante”. É o criador e coordenador do selo Versivox, com o qual cria espetáculos-saraus que unem literatura, dança, teatro e música. E também coordena a RetroBanda, na qual atua como cantor de releituras de músicas dos anos 50 a 90. Pós-graduado em Educação Especial com Ênfase na Inclusão e pós-graduado em Psicopedagogia Clínica, tem se destacado na área da arte-inclusão com pesquisas e espetáculos ligados ao tema. É o criador do Cena Especial – Teatro Inclusivo, projeto de extensão realizado na Fibra com o qual criou o primeiro grupo de teatro inclusivo da região Norte. Com o Cena Especial, escreveu, montou e dirigiu o espetáculo sensorial (conceito que criou) “Pelos Olhos Dela”, que leva o público a mergulhar no universo da cegueira. É o criador e ministrante da primeira oficina de dramaturgia inclusiva realizada na Região Norte-Nordeste.

PUBLICAÇÕES (FAÇA CONTATO CONOSCO PARA AQUIRIR ESTAS OBRAS)

01) O ASSASSINATO DE MACHADO DE ASSIS
02) PERFÍDIA QUASE PERFEITA (selecionado para o Seleção Brasil em Cena, do CCBB Rio)
03) TRINOS TITÃS (com prefácio assinado por Dira Paes)
04) DIAPETELO E O CORAÇÃO DE MADIA
05) SOMOS TODOS MULHERES TRISTES
06) UM É MULTIDÃO (selecionado para o Seleção Brasil em Cena, do CCBB Rio)
07) BATISTA
08) ACORDE MARGARIDA (Sobre Margarida Schivasappa)

 

 

PEÇAS TEATRAIS

TEATRO ADULTO (Drama)

 

 

Gênero (segundo o autor): drama
Personagens masculinos: 02
Personagens femininos: 01

Sinopse: Primeiro espetáculo do projeto TRINOS TITÃS. Trama que expõe de forma não linear retalhos da vida do pintor e poeta Ismael Nery. Preparando o corpo de Ismael para ser enterrado, Adalgisa Nery, Murilo Mendes e o próprio falecido revivem angústias e expõem seus íntimos. A encenação propõe um intrincado jogo de interpretação, no qual os três atores encarnam, em momentos diversos, os três personagens.
Encenações: texto montado pelo grupo Palha em 2006
Prêmios:

1- Prêmio IAP de Literatura Categoria Teatro – 2003 (texto editado em livro)
2- Prêmio Funarte Petrobras de Fomento ao Teatro 2005 (prêmio para montagem da obra pelo Grupo Palha de Teatro, dirigido por Paulo Santana)
3 – Prêmio Caravana Funarte Petrobras de Circulação Nacional 2007
4 – Prêmio Edital Caixa Cultural 2007
5 – Peça selecionada para participar do Festival Brasileiro de Teatro, de Itajaí (SC), o espetáculo representou toda a região Norte.

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama

Personagens femininos: 03
Sinopse: Segundo espetáculo do projeto TRINOS TITÃS, criado pelo dramaturgo Carlos Correia Santos. A iniciativa tem como condão a criação de espetáculos teatrais que girem em torno da tríade Ismael Nery, Adalgisa Nery e Murilo Mendes. O primeiro espetáculo da trilogia é “Nu Nery”, obra que tem Ismael como cerne. Em “Alma Imaginária”, o pilar da trama é a insuperável poeta, jornalista e ativista política Adalgisa Nery. No palco, o instigante embate entre as personagens Adalgisa Jovem, Adalgisa Adulta e Adalgisa Madura emoldura e expõe momentos marcantes da trajetória desta grande mulher. Momentos intimamente ligados a capítulos únicos da Arte e da Política Brasileira.

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama
Personagens masculinos: 03
Sinopse: Quarta obra do projeto TRINOS TITÃS. Pequeno ato em quinze minutos no qual três atores vivem, simultaneamente, o poeta e artista plástico Ismael Nery. Cada interprete assume um traço próprio da inquietante e genial personalidade de Ismael.
Encenações: texto montado pelo grupo Parla Palco em 2009 Prêmio: Espetáculo selecionado para o Festival Breves Cenas de Teatro 2009, realizado em Manaus, no Teatro Amazonas.

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama (monólogo)
Sinopse: Terceiro espetáculo do projeto TRINOS TITÃS. Monólogo que põe em cena o lirismo, as angústias e as belezas da vida e da obra do poeta mineiro Murilo Mendes.
Ainda não encenado

Gênero (segundo o autor): drama musical
Personagens masculinos: 08
Sinopse: Releitura poética dos principais acontecimentos da vida do inventor paraense Júlio Cezar Ribeiro de Souza. Baseada em fatos reais, a trama cria um ambiente mágico para contar os dramas e vitórias de um dos mais importantes nomes da História da Navegação Aérea.
Encenações: texto montado pelo grupo Palha em 2008
Prêmios:
1- Primeiro Lugar no Prêmio Funarte de Dramaturgia – Região Norte – 2004
2- Espetáculo Selecionado no Edital Caixa Cultural / 2008 (Brasília)

Gênero (segundo o autor): drama
Personagens masculinos: 03
Personagens femininos: 06
Sinopse: Quando partiu da cidade paraense de Bragança em busca da modernidade, há vários anos, Solano desencadeou uma estranha maldição. Última capitoa da marujada bragantina, sua mulher, Dona Luana trancou-se em casa com sua filha Esperança e de lá as duas nunca mais saíram. Desde então, fez-se noite eterna na cidade. O sol não voltou mais a nascer. A marujada nunca mais foi dançada, a tradição perdeu-se na escuridão e todos dela se esqueceram. Trancada em casa com a mãe, na infindável espera pela volta do pai, a jovem Esperança tem um sonho: tornar a ver a beleza da manhã.
Encenações: texto montado pelo grupo de teatro da Unama em 2004

Gênero (segundo o autor): drama
Personagens masculinos: 01
Personagens femininos: 01
Sinopse: Drama baseado nos poemas do escritor paraense Antônio Tavernard. O poeta duela com sua Alma na tentativa de voltar a viver na memória do público.
Encenações: texto montado pelo grupo de teatro da Unama (2005), pelo diretor Dionelpho Junior (2006) e pelo grupo Parla Palco (2008)

Prêmios:
1- Menção Honrosa no Concurso Literário da Academia Paraense de Letras – 2005
2- Texto vencedor do Edital Estadual de Fomento às Artes Cênicas 2008, da Secretaria de Cultura do Estado do Pará (Prêmio Cláudio Barradas) – montagem.

Gênero (segundo o autor): drama musical
Personagens masculinos: 09
Personagens femininos: 04
Sinopse: A imagem de Nossa Senhora de Nazaré usada na procissão paraense do Círio é roubada por um travesti e vai parar dentro do Cine Ópera, cinema destinado à exibição de filmes pornográficos. A trama propõe um perturbador e profundo mergulho nas inquietações de personagens urbanos acostumados a viver nas sombras e no submundo. Sexo, fé, dores, redenção. O milagre de humano ser está em todo lugar. Sobretudo, na escuridão diante da qual a luz precisa se ajoelhar.
Encenações: texto montado pelos diretores Gual Didimo e Haroldo França (2010) e pela Companhia Teatral Nós Outros (2014/2015)
Prêmio: Prêmio Cidade de Manaus 2006, Categoria Teatro / Prêmio Ademar Bonates (Prefeitura Municipal de Manaus / publicado em livro)

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama (monólogo)
Personagens masculinos: 01
Sinopse: Obra que traz para o palco traços da vida e do legado ideológico de um dos maiores revolucionários da História Brasileira, o Cônego Batista Campos, mentor de uma das maiores revoluções populares da América Latina, a Cabanagem. O monólogo usa a estrutura das missas para mergulhar nos perturbadores e instigantes episódios da biografia de Batista.
Encenações: texto montado pela Companhia Teatral Nós Outros (2013)
Prêmios: Obra vencedora do Prêmio IAP de Edições Culturais, 2008, Categoria Dramaturgia (Instituto de Artes do Pará)
Editado em livro pelo Instituto de Artes do Pará e pela Giostri Editora/SP (edições diferentes)

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): musical
Personagens masculinos: 05
Personagens femininos: 01
Sinopse: Inspirado no estilo Vaudeville, o espetáculo traz para o palco traços da biografia de Theodoro Braga, um dos mais importantes pintores da Amazônia. Um dos primeiros grandes expoentes brasileiros 
da técnica óleo sobre tela, o artista foi um dos precursores no registro pictórico da floresta amazônica.
Encenações: texto montado pelo grupo Palha em 2008
Prêmio: Texto vencedor do Edital Estadual de Fomento às Artes Cênicas 2008, da Secretaria de Cultura do Estado do Pará (Prêmio Cláudio Barradas) – montagem

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): poema dramatúrgico.
Personagens femininos: 04
Sinopse: Estruturado em seis quadros num ato único, Almas de Fogo em Corpos de Vento é um poema dramatúrgico em que Carlos Correia Santos reúne no espaço cênico quatro das mais poderosas personagens criadas por Federico Garcia Lorca: Yerma, Bernarda Alba, a Noiva de Bodas de Sangue e Mariana Piñeda. Metafórico, lírico, tenso, imagético e cruento, o drama proposto pelo autor passeia pela força elementar da essência feminina. Cada uma das personagens metaforiza um dos quatro
elementos: a terra, o vento, o fogo e a água. Uma poética e inquietante releitura da obra de Lorca.
Ainda não encenado.

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama.
Personagens masculinos: 02

Personagens femininos: 01
Sinopse: Obra que traz para o palco a trágica história da construção da Estrada de Ferro Tocantins. Aberta em meio a selva amazônica, a ferrovia gerou disputas, avanços e ferrenhos conflitos. Em cena, personagens metafóricos cercam o protagonista ao longo de uma surpreendente e instigante saga. “A Estrada dos Destinos” faz parte do projeto teatral batizado por Carlos Correia Santos como “Trilogia Odisséia dos Caminhos”, um conjunto de peças que mergulham no legado de grandes inventores amazônicos. Gênios que, em plena floresta, recriaram o poder de locomoção. O primeiro texto desta trilogia é o premiado “Júlio Irá Voar”.
Ainda não encenado

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): poema dramatúrgico.
Personagens masculinos: 04
Personagens femininos: 02
Sinopse: Poema dramatúrgico que leva para o palco a sonoridade da obra Batuque, do poeta paraense Bruno de Menezes. Em cena, os movimentos e o ritmo da força negra. A obra não apresenta diálogos convencionais.
Toda a escrita prima por reproduzir o caráter percussivo do imaginário afro.
Ainda não encenado.

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama.
Personagens masculinos: 02
Sinopse: Em meio a um metafórico lixão, pai e filho procuram por algo. Ao longo desta insana e
non sense busca, ambos reviram os detritos de suas almas. Então, um drama explode: os amores e as dores que os dois já viveram e provocaram junto a importantes mulheres de suas vidas. Obra já traduzida para o espanhol.
Prêmio: Espetáculo vencedor do Prêmio Claudio Barradas de Fomento ao Teatro 2010, concurso realizado pela Secretaria de Cultura do Pará.
Ainda não encenado
Editado em livro pela Giostri Editora / SP

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama.
Personagens masculinos: 01
Personagens femininos: 01
Sinopse: Conectados pela internet, um homem e uma mulher decidem escrever uma peça de teatro inspirada em Padre Antônio Vieira. A partir do legado do religioso, o casal embarcara numa incomum e instigante egotrip. Segredos, medos, tensões vêm à tona. Em cena, uma conexão aparentemente impensável, mas provocativa: os sermões de um dos 
maiores mestres das letras universais tornam-se senha para que acessemos esse sempre perturbador universo que é o íntimo humano.
Ainda não encenado
Editado em livro pela Giostri Editora / SP

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama.
Personagens masculinos: 05
Sinopse: Fernando Pessoa e seus quatro maiores heterônimos (Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Bernardo Soares) reúnem-se em cena num espetáculo em que todos os atores acabam por viver todos os personagens. Ao longo da trama, uma angustiante pergunta: “Pessoa?… Ainda é possível encontrar pessoa no mundo?”
Ainda não encenado

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama
Personagens femininos: 03
Sinopse: No palco, três atrizes vivem três das mais significativas feições da célebre escritora Eneida de Moraes: a Eneida mulher das letras, a 
Eneida mulher das manifestações carnavalescas e a Eneida mulher ativista política.
Encenações: texto montado pelos diretores Edson Chagas e Leandro Haick (2010). Realizou cinco temporadas.
Prêmio: Espetáculo vencedor do Prêmio Claudio Barradas de Fomento ao Teatro 2010, concurso realizado pela Secretaria de Cultura do Pará.

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama
Personagens sem definição de sexo: 04
Personagens masculinos: 11
Personagens femininos: 03
Sinopse: Dramaturgia que traz para a cena traços da vida e da obra do poeta Bruno de Menezes, apontado como o introdutor do Modernismo na literatura amazônica e como um dos pioneiros na construção de uma poética de matriz genuinamente afrodescendente.
Encenações: texto montado pelo grupo de teatro do Curro Velho (2010)

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama (monólogo)

Sinopse: A solidão de quem, após uma massacrante jornada de trabalho, atravessa uma correnteza urbana de desconhecidos e volta para uma casa vazia, abandonada por um grande amor. A solidão de quem partilha um exíguo elevador com dois completos estranhos. A solidão de quem precisa encontrar na internet pseudo companhias. A solidão de quem gravita em torno de um telefone que precisa tocar para anunciar alegrias.
Solidões em meio a multidões. Esse é o viés do espetáculo UM É MULTIDÃO. Um ator e várias companhias de angústia trazidas pelo fato de sermos, em essência, sós.
Ainda não encenado. Comprometido.
Prêmio: Texto classificado em segundo lugar geral no Edital Seleção
Brasil em Cena 2011, do Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro)
Editado em livro pela Giostri Editora / SP

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama (musical)
Sinopse: No concorrido e abarrotado DMP (Departamento da Memória Pública), chega um pedido urgente e aflito. Um ofício anônimo implora: por favor, resgatem o legado de Margarida Schivasappa. O atrapalhado despachante que recebe a solicitação fica angustiado. Mas quem, afinal, é essa senhora? Quem é Margarida Schivasappa? Só lhe resta pedir a ajuda de sua superiora, a apática e estranha Madame Memê. O problema é que nem ela, sempre tão distante e desinteressada, sabe quem é a tal Margarida. Tudo fica muito mais complicado quando duas senhoras surgem no DMP afirmando que são Margarida Schivasappa. Mas qual das duas fala a verdade? E por que toda essa confusão está acontecendo?
Uma coisa é certa: quem de fato for Margarida terá que provar. Terá que contar detalhes da história desta esquecida artista para que seus feitos voltem a acordar diante da Memória. Assim, no final das contas, o musical ACORDE MARGARIDA, escrito por Carlos Correia Santos e dirigido por Hudson Andrade, descortina junto ao público uma grande 
homenagem à vida e a obra de uma das mais importantes artistas do canto e do teatro Amazônico.
Encenações: texto montado pela Companhia Teatral Nós Outros (2012)
Editado em livro pela Giostri Editora /SP

 

TEATRO ADULTO (Comédia)

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): comédia.
Personagens masculinos: 01
Personagens femininos: 01
Sinopse: Comédia de suspense. História non sense com toques de humor negro. Enquanto o rádio ligado na sala traz as perturbadoras emoções do último capítulo da novela “Perfídia Quase Perfeita”, Cezinha e Dagmar vivem um patético e constrangedor dilema: há um caixão e um revólver no recinto. Um deles está morto. Mas qual dos dois? A inusitada
narrativa tem como pano de fundo uma irreverente homenagem a grandes clássicos do bolero brasileiro e ainda propõe a sempre fascinante fusão entre o ambiente teatral e o universo radiofônico. Mistura que acaba por conduzir os espectadores-ouvintes a um surpreendente desfecho. Afinal, como diz o Locutor que apresenta toda a trama: “Tudo pode ser apenas aquilo que não é… Ou tudo que é pode ser apenas aquilo que não suspeitamos…”.
Encenações: Companhia Teatral Fé Cênica (SP), com temporadas em São Paulo e Curitiba | Companhia do Sarau (PA)
Prêmio: Obra vencedora do Edital Seleção Brasil em Cena 2006, realização do Centro Cultural Banco do Brasil.
Editado em livro pela Giostri Editora / SP

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): comédia.
Personagens masculinos: 02
Personagens femininos: 01
Sinopse: Terceiro espetáculo da trilogia criada pelo grupo Notáveis Clowns. Um trio de clowns procura o maior e mais encantado circo da terra. Nesta saga, passam por diversas aventuras e estripulias.
Prêmio: Obra vencedora do Prêmio Myriam Muniz 2006 (Funarte)

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): comédia
Personagens masculinos: 02
Personagens femininos: 02
Sinopse: Quatro atores canastrões precisam interromper a encenação da patética peça de suspense em que atuam para tentar resolver um surpreendente crime: alguém seqüestrou Madleine Layne, a fatal personagem vivida por um deles. Quem teria sido capaz de cometer um tão vil e imperdoável? O clima de desconfiança toma conta do palco. As invejas e o desdém assumem suas marcas na cena. Comédia non sense que brinca com os processos de construção teatral e com as clássicas disputas de ego que tanto movimentam os bastidores da arte.
Ainda não encenado

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): comédia musical
Personagens masculinos: 03
Personagens femininos: 03
Sinopse: Os Williams são uma exemplar família de classe média. A Senhora Marta Beth é uma mulher apaixonada por seu lar. O senhor Ray Elias parece o mais respeitável dos patriarcas. Juliette, a mimada filha do casal, transmite a imagem de jovem muito dedicada aos estudos universitários. No entanto, assim que Juliette sai de casa, ainda de manhã bem cedo, supostamente no rumo da sala de aula, tudo se transforma. O simpático casal Williams transforma sua insuspeitável residência num agitado Sex Shop, estabelecimento freqüentado por tipos extravagantes, como o frígido Romero, o insaciável Senhor Helmelett e a ciumenta compulsiva Senhora Othélia. Uma comédia musical na qual todos os erros tentam seduzir a platéia para estimular o gozo do riso.
Ainda não encenado

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): comédia
Peça para três atores
Sinopse: Capitu procura o atrapalhado detetive Queiroz para fazer uma bombástica revelação: ao contrário do que todos sempre pensaram, Machado de Assis, o grande mestre das Letras Brasileiras, não morreu de causas naturais. Ele foi assassinado. Por um de seus personagens. Mas quem teria sido capaz de cometer essa barbaridade? Brás Cubas? Simão 
Bacamarte? Helena? E quais as razões desse ato tão vil? Pura crueldade? Ou inveja de algum personagem que não ganhou tanta notoriedade quanto outros? As portas da biblioteca da Academia Brasileira de Letras se abrem para tentar resolver esse chocante mistério.
Encenações: texto montado pelo grupo Parla Palco em 2010 e pela Companhia Teatral Nós Outros em 2014
Editado em livro pela Giostri Editora / SP

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): comédia
Peça para dois atores
Sinopse: Em meio ao caos do dia em que a família real portuguesa foge de Lisboa para escapar do cerco de Napoleão Bonaparte, duas insanas lusitanas – a fervorosa beata Maria João das Cruzes e a fogosa prostituta Maria Josefina Valentina Valença – conseguem se infiltrar numa das embarcações da corte e se esconder numa caixa de pregos que faz parte dos badulaques de mudança dos nobres. As duas personagens, então, clandestinas, fazem a viagem da Europa ao Brasil passando por todo tipo de agruras e trocando as mais irreverentes alfinetadas. Em meio à louca saga que vivem, elas começam a cunhar o que se transformará em famosos adágios populares em terras tupiniquins. Elas vão aprender que para ajoelhar, tem que rezar. Decididamente, a onça vai beber água com essas fulanas que vêm literalmente… da caixa prego.
Ainda não encenado

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): comédia musical
Peça para seis atores
Sinopse: Criada por Correia para homenagear o momento em que se celebra os 400 anos da capital paraense, a dramaturgia conta a história de amor entre Kelly, uma menina da periferia de Belém, que adora a música brega, e Teddy Max, um jovem de família abastada de bairro nobre da capital paraense, estudante de música erudita. Eles se conhecem se apaixonam, mas a pergunta é: as diferenças sociais e culturais impedirão esse amor? O espetáculo faz um passeio pela geografia de Belém e tem
como costura clássicos do brega dos anos 80, como “Ao Por do Sol”, “Agora Eu Sei” e “Minha Amiga”.
Encenações: texto montado pelo selo RetrôBanda em 2016

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): comédia musical
Peça para seis atores
Sinopse: Estamos na famosa escola de Talentos Pará. Um centro onde estudam promissores artistas da música e do teatro. O diretor da instituição chega trazendo uma novidade: a escola foi escolhida para celebrar os 401 anos de Belém, dentro do projeto Mural Cultural, uma realização da RBA com patrocínio da Vale. A missão: criar um grande número musical que faça uma releitura pop rock da obra do mestre Waldemar Henrique, um dos artistas que mais celebrou e divulgou a capital paraense. Mas quem foi Waldemar? Os alunos precisarão pesquisar sobre o maestro. Precisarão procurar livros, registros, informações. Rivais nos estudos, Deco e Wal são os dois mais talentosos 
alunos nessa disputa. Cada um formará sua equipe de aliados e todos
partirão numa jornada de música, cena e descoberta de sentimentos embalada por uma trilha sonora que transporta de modo surpreendente a obra de Waldemar Henrique para o universo pop rock. POP ROCK WALDEMAR é um musical para toda a família. A dramaturgia relaciona a Belém de ontem e a Belém de hoje. Uma oportunidade de fazer os fãs de Waldemar Henrique reencontrar sua obra musical de modo inovador e de trazer os jovens que ainda não conhecem esse legado artístico para junto do grande patrimônio cultural que é o acervo do maestro. POP ROCK WALDEMAR prova que esse grande artista sobrevive ao tempo e pode encantar gerações diferentes. Assim como Belém.

 

TEATRO PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): musical Infantil
Personagens masculinos: 03
Sinopse: Toninho é um menino triste, cercado de livros e lembranças por todos os lados. No coração, ele guarda a saudade apertada de um parente querido que se foi: seu avô Manuel. Mas a vida não se cansa de ensinar: “não há longe que para sempre leve o amor de um coração”. De forma inexplicável, Toninho vai parar numa biblioteca mágica onde conhece um fantástico garoto chamado Mabú. Com a especial ajuda desse novo amigo, o menino triste redescobre os encantamentos da vida e, assim, reencontra seu querido avô. A peça tem como pano de fundo um poético passeio pela História da Literatura Infantil.
Encenações: texto montado pelo diretor Lúcio Martins (2008) e pelo diretor Carlos Henrique (2009)
Prêmio: Terceiro Lugar no Prêmio Funarte de Dramaturgia – Região Norte – 2003
Editado em livro pela Giostri Editora / SP

Gênero (segundo o autor): fábula musical
Personagens masculinos: 04
Personagens femininos: 10
Sinopse: Fábula inspirada no universo do compositor paraense Mestre Lucindo. Temendo que o Esquecimento faça desaparecer tudo o que se 
sabe sobre a obra do autor de pérolas do carimbó nortista, o Tempo e a Memória decidem visitar um certo Pescador e sua irmã. O Tempo e A Memória propõem ao ribeirinho uma missão: pescar em algum lugar as lembranças de Lucindo. Em troca, os dois caboclos ganharão um presente muito especial. Em sua aventura para cumprir o acordo, o Pescador
encontrará diversos personagens mágicos que fazem parte do imaginário de Mestre Lucindo. .
Encenações: texto montado pelo grupo de Teatro da Unama (2005) e pelo Grupo Hadeuses (Piracicaba, 2007)
Prêmios:
1 – Prêmio Myriam Muniz 2007 (Funarte)
2 – Prêmio Destaque Especial do Fetempira (Festival de Teatro de Piracicaba)

Gênero (segundo o autor): musical infantil
Personagens masculinos: 09
Personagens femininos: 07
Sinopse: O Autor Confuso precisa criar uma peça infantil. Mas ele está em apuros, pois o público já chegou e nada está pronto. Ele simplesmente perdeu a memória, esqueceu como se faz uma bela história. Na platéia, um Menino e uma Menina misteriosos decidem ajudar o autor usando uma encantada palavra: Ludique! Coisas fantásticas passam a acontecer e a peça vai nascendo. A trama é, na verdade, uma grande metáfora sobre o Teatro e sobre o Circo.
Encenações: texto montado pelo grupo de teatro do Curro Velho (2008) e pela diretora Ruth Freire, em Natal – RN (2009)
Prêmio: Terceiro Lugar no Prêmio Funarte de Dramaturgia – Região
Norte/Centro-Oeste – 2005

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Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): infantil.
Personagens masculinos: 04
Personagens femininos: 01
Sinopse: Fábula de cunho ambiental. Tulho é um menino feito de entulhos. Ele se apaixona por Linda Flora, a filha do Meio Ambiente e da Mãe Natureza. Mas o amor dos dois é impossível. Ele é fruto da poluição e ela é tudo aquilo que precisa ser preservado. Um desafio é imposto a Tulho: se encontrar a flor mais pura do mundo, ele se transformará e poderá ficar com sua amada. Ao longo de sua jornada, o menino de entulhos encontrará personagens encantados como Bom Ar (O ar cheio de gases e com falta de ar), Mister Grama de Grana (um gramado mal tratado que sonha em se transformar em grama de estádio de futebol) e o Rio Que Nunca Mais Rio (córrego que, de tão sujo, chora um mar de lágrimas).
Encenações: texto montado pelo grupo Palha (2006), pelo diretor Luiz Fernando Vaz (2007) e pala Companhia Teatral Nós Outros (2014)
Prêmio: Texto vencedor do Edital Estadual de Fomento às Artes Cênicas 2008, da Secretaria de Cultura do Estado do Pará (Prêmio Cláudio Barradas) – montagem.

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): infantil.
Personagens masculinos: 04
Personagens femininos: 04
Sinopse: Uma enxurrada de enigmas começa a tomar conta do mundo. Certo dia, o pescador Zé Ribeirinho acorda e percebe que todas as águas sumiram. Sua fiel embarcação, a agitada Noa Canoa, ganha vida e também fica assustada com tudo aquilo. Um estranho vilão aparece. Seu nome é Paul Luizão. Ele se diz o novo dono de todos os igarapés, rios e marés. E agora? O que fazer? Em busca de uma solução para esses problemas, Zé Ribeirinho e Noa Canoa partem numa diferente viagem.
Pelo caminho, encontrarão o assustado Igaramão, o tristonho Riu Que Nunca Mais Riu, a afetada Pitty Potável e a impaciente Gota D´Água. No final, uma poderosa figura surge para julgar todos os erros dos seres humanos.
Encenações: texto montado pelo grupo Palha (2007), pela Companhia Teatral Fé Cênica, SP (2010) e pela diretora Ruth Freire, Natal – RN (2010)

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): teatro para bonecos (infantil). 

Sinopse: Fábula de cunho ambiental. A Terra está assustada. Mais e mais, o Sol ameaça derreter todo o planeta. O Astro-Rei, no entanto, logo diz: a culpa não é dele. Os seres humanos andam cometendo muitos equívocos. A Lua, então, revela que só uma coisa pode reverter a situação: encontrar as Sementes da Terra. Amiga do planeta, a Ave Suave partirá em busca destas misteriosas preciosidades.
Ainda não encenado

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): drama infanto-juvenil
Peça para três atores
Sinopse: Moradores de um orfanato, dois jovens vão descobrir, através da magia do rádio, que sempre é tempo de se reencontrar os acordes da sensibilidade e da emoção.
Ainda não encenado

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): musical infantil
Personagens: 05 (que podem ser homens ou mulheres) e 01 boneco
Sinopse: Uma fábula na qual os números viram personagens em um mundo impensável. Esse é o grande mote da obra com a qual Carlos Correia Santos venceu o III Concurso Literatura para Todos. Cansado de precisar tomar sempre a primeira iniciativa sobre todas as coisas, o Número Um, o grande soberano do reino dos algarismos (Numesmópolis), decide abandonar tudo. Quer ir embora, viver sozinho.
Afinal, ele se basta. Os demais números, no entanto, ficam em polvorosa. O que será do mundo, o que será da vida sem o Número Um? 
Tudo nasce com ele, tudo parte dele. É impossível não contar com ele! O Zero, o Dois, o Três e o Quatro resolvem usar as operações numéricas para mostrar que subtrair certas emoções, somar forças, dividir belezas e multiplicar conquistas é algo fundamental para todo e qualquer… um. 

Prêmio: Obra vencedora, na categoria dramaturgia, do III Concurso Literatura para Todos, promovido em 2009 pelo MEC (concurso disputado entre autores do Brasil e de todos os países africanos que falam português)
Ainda não encenado

 

DRAMATURGIAS INCLUSIVAS
Carlos Correia Santos é o criador e diretor do Projeto Cena Especial – Teatro Inclusivo, um projeto de extensão realizado inicialmente na Faculdade Fibra. O autor criou e desenvolve o conceito de dramaturgias inclusivas, que colocam atores e público em situações análogas a de pessoas com deficiência

Autor: Carlos Correia Santos – PA
Gênero (segundo o autor): dramaturgia inclusiva sonora (destinada a
espectadores cegos)
Sinopse: Um espetáculo teatral sem cenário, sem iluminação cênica, sem figurino específico, sem maquiagem. Sem nenhum visagismo. Mas com atores que ultrapassam a definição de especiais. Atores-inclusivos. Essas são as premissas do primeiro experimento cênico-sensorial do Projeto Cena Especial – Teatro Inclusivo. Escrita e dirigida por Carlos Correia Santos – que é também o criador e coordenador do Cena Especial, a peça “Pelos Olhos Dela” coloca o público em instigante desafio sensorial: para viver a trajetória narrativa proposta, todos os espectadores precisam concordar em ficar vendados e descalços ao longo de toda a encenação.Os atores conduzem os espectadores da entrada do teatro até seus assentos e os levam, assim, a uma jornada auditiva, olfativa e tátil. Vozes contam as histórias. Uma voz feminina principal, misteriosa… várias outras, apinhadas de dramas do cotidiano.
Encenações: peça apresentada em 2015 e 2016

 

COAUTORIAS

Autores: Carlos Correia Santos, Edyr Augusto Proença, Rodrigo Barata e Saulo Sisnando
Gênero (segundo os autores): comédia
Sinopse: Quatro estilos diferentes, quatro vivências artísticas diversas, quatro universos de pesquisa cênica distintos, quatro diferenciadas linhas de interação com o público. Vertentes que se tornaram cúmplices por conta de um só intento: criar um espetáculo de comédia provocativo, inteligente e totalmente novo para os parâmetros da produção dramatúrgica amazônica. Essa é a grande tônica de QUATRO VERSUS CADÁVER. Criado para celebrar e resgatar o famoso universo das histórias policiais (tema que desperta interesse e encontra ressonâncias nas mais variadas praças), o espetáculo traz para o palco, sob a forma de divertidos e inventivos episódios, textos de Carlos Correia Santos, Edyr Augusto Proença, Saulo Sisnando e Rodrigo Barata. A dramaturgia é a costura de quatro histórias, extremamente cômicas, nas quais os atores se revezam em papeis de gêmeos, freiras, ladrões, marinheiros, lolitos, heroínas, jogadores e pesquisadores. Um espetáculo que, além de fazer rir do começo ao final, é uma oportunidade única de conhecer, de uma só vez, um pouco de quatro dos mais presentes autores teatrais nortistas da atualidade. Uma peça cheia de reviravoltas, que vai deixar os espectadores atentos até o ultimo minuto, quando descobrem que (certamente!) o assassino não é o mordomo.

Autores: Carlos Correia Santos e Hudson Andrade

 

Gênero (segundo os autores): comédia
Sinopse: E se a família real portuguesa não tivesse aportado primeiro na Bahia? E se as primeiras terras tupiniquins pisadas por Vossas Altezas tivessem sido as da ilha do Mosqueiro, na Amazônia? E se já houvesse na esquadra de Cabral um descendente dos nossos índios? E se toda uma trama de cariocas afrancesados tivesse mudado os rumos do Brasil Colônia? Com muitas ironias e atrevimentos, CATIMBAS, CURIMBÓS E CANALHICES convida as plateias a embarcarem numa nau turbulenta e sempre provocativa: o deboche coroado pela História Extraoficial. Se quem conta um conto aumenta um ponto, entre as vírgulas dos nossos livros de História podem haver hilárias reticências…

 

ROTEIROS DE CURTA-METRAGEM

 

TEMÁTICA ADULTA

SINOPSE
Emoldurada pela poesia, a delicadeza de um imprevisível enlace de sonhos e sentimentos entre dois adolescentes. Esse é o viés do curtametragem “Corresponda-me”. Tendo por mote uma carta de amor encomendada, a trama se utiliza do universo mágico do célebre Fernando Pessoa para contar a doce história dos desencontros e encontros afetivos de Pedro e Luísa. Ele é apaixonado pela colega de turma, porém não tem coragem de confessar o que sente. Ela, fascinada por um alguém misterioso, pede a Pedro que a ajude a escrever uma carta de amor ao seu amado. Mesmo frustrado, Pedro aceita redigir a Correspondência solicitada por Luiza. Mas decide fazer algo inusitado: irá se declarar sutilmente a amiga no texto que criará para que ela entregue a seu suposto rival. E o final desse intrincado jogo de emoções mudas é surpreendente. A trama de “Corresponda-me” é um mágico convite para que se mergulhe na sensibilidade do universo juvenil. Desejos, anseios e imagens líricas misturam-se como os versos de um poema sentimental.
Afinal, já dizia Pessoa: “só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas…”

SINOPSE
O curta conta a história da jovem BELA, menina pobre que tem de enfrentar a intolerância de sua mãe para realizar seu grande sonho. Sobrevivendo, junto com a família, como catadora de lixo, a adolescente almeja ser bailarina para, assim, satisfazer um desejo que também era de sua avó na juventude. BÁRBARA, a mãe de BELA, mulher rude que 
precisa se prostituir para complementar a renda familiar, tentará a todo custo frustrar o intento da filha. No final, porém, ela descobrirá que “a tolerância é um suave balé coreografado pela vida, ensaiado pela sobrevivência e aplaudido até mesmo pela morte”.

SINOPSE
Desiludida com o que acha ser uma época em que as pessoas não se interessam mais pela delicadeza da boa música, a pianista Elisa decide abandonar tudo: a carreira, a vida acadêmica, o contato diário com o instrumento ao qual se dedicou por vinte anos. Nada parece ser capaz de demovê-la da idéia de que “o mundo está surdo para arte” e, assim, “professoras de piano são teclas que pouquíssimos desejam tocar”. A decisão parece irreversível até o surgimento de dois personagens misteriosos e comoventes. Um casal de irmãos adolescentes: Cândida e Angelo. Inconformada com a atitude pessimista da professora, a jovem Cândida procura Elisa para lhe revelar um fato inquietante e supostamente sem nexo: se a pianista desistir de sua vocação, algo de muito grave acontecerá à saúde de Angelo. Para ficar bem, o adolescente depende da continuidade da vida artística de Elisa. Assim, tendo como fio condutor a belíssima peça “Noturno em Mi Bemol”, de Chopin, acabaremos por descobrir que “quando um instrumento se cala para sempre, em algum lugar um anjo morre”.

Obra Vencedora do Prêmio Waldemar Henrique de Fomento á Arte 2005 – Categoria Roteiro para Curta Metragem
SINOPSE

Um piano doado para um abandonado centro cultural no interior da Amazônia. Um pequeno ribeirinho que faz do rádio sua grande ponte com o mundo da Arte. O universo musical de um encantado mestre dos acordes transformando realidades. Esses são os compassos que embalam a trama de TOM MAESTRO. A poesia e a metáfora são as notas que a narrativa utiliza para homenagear o vasto e inigualável acervo do grande maestro da Floresta Amazônica: o paraense Waldemar Henrique.
Vencedor do premio especial criado para comemorar o centenário do compositor, em 2005, o roteiro leva pela primeira vez para a tela do cinema toda a força mítica e lírica da obra de um dos maiores nomes da música brasileira.

 

TEMÁTICA INFANTO-JUVENIL

Obra Vencedora do Edital Curta Criança 2005, promovido pelo Ministério da Cultura
SINOPSE
Um verdadeiro conto da Carochinha moderno. Essa é a tônica da trama do curta-metragem infantil “Era Uma Vez Carol…”. A misteriosa personagem título decide ir ao teatro para prestigiar uma apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”. Como quem precisa cumprir uma secreta missão, ela tenta se aproximar do elenco do espetáculo, mas acaba não conseguindo. Quando parecia prestes a desistir de sua tarefa, algo mágico acontece: as protagonistas da história, a Cigarra e a Formiga (não as
atrizes, mas as próprias personagens), atravessam o universo da imaginação e se materializam no palco do teatro. Descobriremos, assim, que os personagens de uma peça ficam morando para sempre nos lugares em que se apresentam. Cansadas deste “destino”, a Cigarra e a Formiga pedem que Carol as liberte e as ajude a conhecer a vida real. A menina,
no entanto, acabará convencendo as outras duas que os seres fantásticos têm mesmo de morar em ambientes especiais. No final de tudo isso, os pequenos espectadores se emocionarão ao descobrir a verdadeira identidade da protagonista.

SINOPSE:
A magia e a poesia do universo dos brinquedos de miriti é o pano de fundo desta fábula que põe em confronto as tradições populares e os apelos da modernidade.

 

FORTUNA CRÍTICA

A PRECIOSA TINTA DE UMA MUSA DAS CENAS
O que inspira um poeta?
Qual a sua fonte primeira?
Um mergulho na própria existência?
Trino Titãs convoca Carlos Correia Santos à carpintaria de dramatizar apaixão e a poesia das biografias dessa trinca de artistas que marcaram a História com a sua arte e seu poético, intenso e excitante caso de amor.
O paraense Ismael Nery, a carioca Adalgisa Nery e o mineiro Murilo Mendes são personagens reais e irresistíveis para quem busca uma prática de montagem teatral que penetre profundamente na questão do amor a três. As angústias, os ideais, seus afetos, vão além do que o comum dos mortais vive. São deuses de carne e osso e genialidade.
Cabe dizer que poderíamos reconhecê-los na sociedade contemporânea, pois eram pessoas a frente de seu tempo. Talvez aí morasse a fragilidade destes personagens, que não cabiam dentro de si e de sua época. O autor revolve a desconstrução da estrutura do humano de cada personagem, revelando o convívio angustiante e silencioso com as suas dores e amores.
Em “Nu Nery”, Ismael, senhor de seu tempo e da sua inquietude artística, instiga a uma interpretação de um personagem vigoroso. Mesmo em seus últimos suspiros, esbraveja contra os céus: ” Meu Deus, para que pusestes tantas almas em um só corpo?… Dai-me, como vós tendes, o poder de criar corpos para as minhas almas… Ou levai-me deste mundo que já estou exausto…”, dada a multiplicidade de sua personalidade e a dificuldade de reconhecer-se entre tantas facetas. Ao
contrário de sua magnífica obra e de sua impecável formação intelectual.
A estrutura cênica proposta sabiamente pelo autor, na troca de figurinos dos atores em cena, faz com que cada personagem experiencie o jogo cênico da também troca de interpretações. Como se cada ator pudesse se 
vestir do objeto e sujeito de seus estímulos dramáticos. Desafiando os atores a se apropriarem de todos os personagens com a mesma entrega.
Em “Alma Imaginária”, Adalgisa contracena consigo mesma. Ela selou o seu destino. Condenada a conviver com as suas lembranças até a sua maturidade. Isolou-se para que pudesse vivenciá-las sem dispersão: “O que fiz?… Fiz daquela dor meu poema de mortalha… Envolvi com tamanha morte o meu corpo de fêmea eterno luto… E segui…” Sua exuberância física e intelectual eram tão imponentes que não a deixavam passar despercebida. Marcada pela perda de muitos filhos, ela traduz a
oca sensação de ser uma mulher maculada pela volúpia e suas perdas irreparáveis.
No monólogo “Uno Diverso”, Murilo Mendes se revela: “…Às vezes, penso que conheci Ismael e Adalgisa mesmo antes de me conhecer…” O mineiro é a memória e a consciência de quem se apaixonou por um amor que já existia. E foi fiel a ele. Deixando o legado que permitiu esta pesquisa.
Em “Ismael em três traços”, Carlos aproveita para exercitar a alta qualidade dos diálogos entre os vários “Ismaéis”, permitindo a falta de linearidade do pensamento. O resultado é um jogo dinâmico do universo dos nossos musos modernistas.
A obra de Carlos Correia Santos ousa para além do exímio jogo cênico proposto aos atores e direção. Sem dúvida, proporciona a possibilidade de grandes voos de interpretação e montagem, dada a riqueza e singularidade em que se deram os fatos e o texto teatral em si.
É impossível desassociar essa tríade como o nosso dramaturgo nos prova. Sua inspirada busca em desvendar cada ponta desse irresistível triângulo de gênios resulta em textos irretocáveis na sua plenitude de prosa e verso. Percebe-se que o nosso premiado autor foi incansável na pesquisa que transcende o papel e que só se enriquece nas entrelinhas. Poeta também, desatou cada nó dessa trama, para depois enlaçar-nos nas redes de uma primazia teatral só encontrada nos textos de grandes
dramaturgos.
DIRA PAES
Atriz
Rio de Janeiro, 7 de novembro de 2011

PERSONAGEM EMBLEMÁTICA
José Louzeiro
Este premiado romance de Carlos Correia Santos, leva-me a lembrar do talentoso e retraído Dalcídio Jurandir que conheci, no Rio, início da década de 50, quando ele havia publicado “Linha do Parque” (1958) e sobre o qual muito falamos. Infelizmente, os críticos que mantinham colunas semanais nos suplementos literários do Correio da Manhã, Diário de Notícias, Diário Carioca e Jornal do Brasil, pouco ou nada disseram desse trabalho do importante autor.
Dalcídio era comunista militante, defensor intransigente do proletariado no poder, mas sem a exaltação de muitos de seus camaradas. Seu maior defeito: nunca foi de badalar-se para atrair a atenção dos críticos, como tantos autores de esquerda fizeram, aproveitando a onda e a popularidade do Partidão.
Dalcídio não viajou para Moscou, não se engrenou no coro daqueles que faziam a exaltação de Stalin, hoje considerado tão criminoso quanto Hitler. Em matéria de política, Dalcídio aprendera a ser um marxista prudente, decidido, mas desconfiado… Não era de dar o passo maior que as pernas… Por isso, não me consta que o “Editorial Vitória”, do PCB, por exemplo, tenha publicado algum dos seus romances. E se o fez, não o 
divulgou como devia ou fazia com os “aguerridos leninistas”, defensores
exaltados de Luiz Carlos Prestes.
Dalcídio nasceu na Ilha do Marajó, em 1909. Fez sua estréia com o livro de contos “Rés-do-Chão”, em 1931. Sete anos depois escreveria “Salvaterra”. Entre os anos de 1941/44, em plena II Guerra Mundial, exerceu intensa atividade jornalística, no Rio de Janeiro. Escreveu em “Diretrizes”, “O Popular”, “Voz Operária” e “Paratodos”. Em 1947 lança “Marajó”. Seu último livro intitulou-se “Passagem dos Inocentes” (1963).
Em boa hora, o nome do injustiçado Dalcídio vira prêmio literário em Belém, Pará, e o vencedor é o talentoso Carlos Correia Santos – “Velas na Tapera” – que prima pela criatividade, e eu até diria, pela singularidade na maneira de expressar-se.
Isso faz com que este “Velas na Tapera” seja uma obra cativante e originalíssima. O autor brinca com as frases sincopadas e a elas dá espírito novo, através de sugestivas e oportunas expressões metafóricas.
A par desses recursos, de certa maneira cultivados por Guimarães Rosa, há que se destacar a preocupação do autor com a questão social, coisa essa imanente em todas as obras de Dalcídio. A personagem trabalhada, dramaticamente por Carlos Correia é Rita Flor que, com suas vestes pretas, transforma-se numa espécie de estandarte vivo do sofrimento e da desesperança; da mulher diante de seus problemas pessoais, mas funcionando como figura emblemática neste livro que é a narrativa, também, do desastre de uma grande aventura industrial – a Fordlândia (Companhia Henry Ford Motores e

Cia.) – que se instala em plena selva amazônica, mas pouco depois sobrevém a desilusão: o projeto naufraga no mar de folhas de todos os verdes, os prédios tornam-se taperas, as máquinas são esquecidas no matagal, como a pedir socorro pelo abandono a que foram entregues.
Mas ao autor, experiente teatrólogo, não basta contar a história do naufrágio do ambicioso projeto industrial numa região da mais absoluta carência; ele se esmera na técnica do dizer, do inventar, literariamente, coisa essa que o coloca no plano mais alto que um escritor poderia aspirar. Claro está que neste “Velas na Tapera” há muitos e bem traçados personagens, mas a figura que transcende é a de Rita Flor, forte e decidida como certas personagens da obra de Bertolt Brecht.
O enterro que Rita faz da filha equivale, nas entrelinhas, ao verdadeiro e definitivo funeral (ou pá de cal?…) do projeto norte-americano que se tornou esperança de vida para uma comunidade inteira, na floresta que guarda tanto viço e riquezas a serem descobertas.
Neste “Velas na Tapera”, Rita me faz lembrar, de certa forma, “A Alma Boa de Setsuan” (Brecht), pois ela é, na verdade, uma “parábola teatral,” ao mesmo tempo em que pode ser o espírito da mata, da dor materializada no pólen das flores, da decadência, das malárias e pesadelos, dos que sonharam e acordaram perdedores, tremendo no frio da desesperança.
Com este primeiro romance, se Carlos Correia já era considerado versátil teatrólogo, agora estréia na condição de ficcionista que prima pelas inovações e capacidade narrativa. Depois de sepultar a filha 
Saninha, Rita “se deitaria para sempre sobre a solidão”, pois ela passa a ser a personificação do que, popularmente, chamamos de “alma penada”, sujeita a chuvas e trovoadas.
O autor traça de tal forma o desenho desta personagem que sua projeção estende-se sobre a narrativa, torna-se absoluta e por que não dizer, chocante, surpreendente, pois é clara a intenção do autor em revolucionar as velhas formas “do dizer e do sentir” no contar de uma história.
“Velas na Tapera” é o que se pode chamar de realismo mágico a envolver a pequena comunidade marcada pela ausência de caminhos. Apenas Rita trilha as picadas da ausência, na louca tentativa de resgatar Saninha, materialização da saudade, do que se foi, não é mais. Menos para Rita. Curioso: essa metáfora, criada com maestria pelo ficcionista, envolve todos os habitantes das taperas, inconscientes da realidade que é uma espécie de rio sem começo e sem fim.
Somente Rita Flor, com as pegadas que deixa pelos caminhos fundos, pulsa como sendo a dor e a oculta paixão de certos homens, que sabem não serem correspondidos, pois o coração de Rita foi sepultado com o corpo de Saninha.
No desvario dela própria e no dos outros é que Rita encontra forças para manter-se viva no seu “mudo prantear”. Mas na visão estreita dos vizinhos ela é apenas a desmemoriada, que tudo perdeu – o marido, a casa incendiada – e, agora, vive das luzes que recebe da filha sepultada, 
mas que, para ela, mantém-se “vela acesa” ou sonho que não se deixa mesclar pelas cores soturnas do seu desafiador existir.
No mundo especial em que Rita transita, além das folhas verdes da floresta, há velas acesas a iluminar sua passagem. Pena que ela já tivesse “um ver que não via nada”, nem seus ouvidos registravam os “sussurros do mato” e muito menos os “cochichos de reentrâncias”. As dores transformaram Rita Flor em assombração no inconsciente dos humilhados e ofendidos. Com este livro, Carlos Correia demonstra ser um grande conhecedor do poder das metáforas e de como utilizá-las com sutileza e sabedoria.
________________________________
* Um dos mais importantes nomes das letras nacionais, José Louzeiro é autor de 40 livros e criador, no Brasil, do gênero intitulado romance-reportagem. Atuou em célebres veículos de comunicação, como “Última Hora”, “Correio da Manhã” e Revista Manchete. No cinema já assinou, como roteirista, dez longasmetragens, dos quais pelo menos três se tornaram populares: “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia”, “Pixote” e “O Homem da Capa Preta”. Lançou pela Editora Francisco Alves o estudo biográfico intitulado O Anjo da Fidelidade, sobre Gregório Fortunato, o “anjo negro” de Getúlio Vargas. Em 2001, pela Editora do Brasil: “Isto não deu no jornal” (memórias de sua passagem por cinco jornais cariocas). E em 2002, “Ana Nery, a brasileira que venceu a guerra” (Editora Mondrian): biografia da heroína baiana, patrona dos enfermeiros brasileiros. O trabalho foi adaptado para a televisão, tendo Marília Pêra como protagonista. Ainda na TV, foi o autor de novelas como “Corpo Santo”.

 

 

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