Edgar Augusto, da Feira do Som, bate papo em Live nesta quinta-feira

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Uma imensa honra receber um amigo super querido para um bate papo via Live no Instagram nesta quinta-feira a partir das 15h.

Edgar Augusto Proença é daquelas personalidades de comunicação que todos tem grande intimidade pela forma com vem se comunicando com o público de segunda a sexta, no horário do almoço, há mais de 45 anos na Rádio Cultura FM no seu programa Feira do Som.

Segundo José Maria Vilhena, Diretor Comercial e Consultor em Marketing Cultural da Moulton Solutions, será um imenso prazer ser mediador da Live por ter uma relação de amizade de longa data com Edgar, além de terem trabalhado juntos no Centro Cultural Sesc Boulevard, onde construiram um projeto de incentivo e fomento à produção artistica paraense que até hoje é referência nacional no programa de cultura do Sesc.

Assim como na Feira do Som. Nesta Live, o público poderá participar enviando sua mensagens e contribuições, que serão registrados e citados durante a Live.

Há mais de 45 anos, estreava o programa radiofônico “Feira do Som”. A realização de um sonho adolescente, nas palavras de Edgar Augusto, apresentador e idealizador do programa que hoje é a cara da Rádio Cultura FM.

“Eu sempre ouvi muito rádio, acompanhava programas informativos e havia um programa na Rádio Clube, em 1969, que eu acompanhava na hora do almoço: era o Pocket Show, de um publicitário chamado Roselino Franco. Ele pegava um fusquinha que ele tinha e toda manhã ia ao aeroporto, pegava jornais do Rio e de São Paulo e tirava notícias sobre música, sobre arte todos os dias, eu não perdia e achava aquilo lindo, era fã do Rosenildo”, conta Edgar Augusto.

 

Foi com essa inspiração, que Edgar Augusto teve a ideia de criar um programa que destacasse a música local e regional. E o nome, criado pelo irmão Edyr Augusto Proença, hoje escritor, veio muito a calhar. “Numa Feira você chega e encontra de tudo, basta você pesquisar. Nós achamos que seria o nome. Na hora eu topei!”, disse Edgar.

Edgar e Edyr apresentaram juntos o programa até 1976, na PRC – 5, a Rádio Clube. Na Clube, o programa ficou de 1972 a 1982, passando depois para a Rádio Cidade Morena, hoje Jovem Pan, onde permaneceu até 1985. Na Rádio Cultura estreou em 1986. E nesses 45 anos de história, a “Feira do Som” já recebeu artistas como Alceu Valença, Elba Ramalho e Paulinho da Viola.

E é com a naturalidade de quem conversa com um amigo, que Edgar Augusto conduz o programa. Com o apoio da produtora Alessandra Caleja, Edgar mantém um desafio diário para o ouvinte. “Pra tentar atrair mais pessoas, pra estimular, eu decidi dar prêmios. Agora, tem um custo esse prêmio, vocês vão responder as perguntas que eu fizer. E as perguntas são sempre relativas à memória aqui da cidade para que as pessoas pesquisem a história da sua cidade. É uma contribuição cultural. Uma das funções da Feira pra mim é Cultural”, acredita.

No decorrer de todos esses anos, o programa foi adotando novos quadros e modificando também a história da música e do rádio paraense. Quem, em Belém, não conhece o ‘Cantinho dos Beatles’ e ‘No tempo dos Titios’?

Edgar conta que coleciona várias histórias ao longo desses anos, mas uma em especial ele lembra com carinho. Foi a passagem do compositor e violonista Carlos Althier Escobar, o Guinga, em 1999, que veio para fazer um show em Belém. “O empresário dele aqui em Belém perguntou se eu não queria que ele viesse ao programa, mas achei que não daria tempo pelo horário. Uma pessoa que chega de viagem quer saber de descansar, né? Não esperava mesmo. Eu fiquei naquela expectativa, mas não alimentei ilusões. Quando deu 13h30 a porta do estúdio abriu e o Guinga entrou com o produtor, com seu violão ao lado e muito bem humorado ele disse: – estou aqui para trabalhar! Eu fiquei em êxtase, ele fez um programa lindo! O Guinga, como um dos maiores violonistas brasileiros foi um marco no programa e a Feira do Som me deu isso de presente”, relembra.

Para fidelizar os ouvintes, Edgar utiliza a naturalidade de quem conversa com um velho amigo na sala de casa, de um jeito despojado. Com o apoio da produtora Alessandra Caleja, ele mantém um desafio diário para o ouvinte, sempre levando uma seleção de músicas garimpadas com carinho e curiosidades sobre Belém.

“A produção do programa é diária e nós garimpamos sempre novas bandas, novos músicos, porque os ouvintes do programa são muito exigentes. Eles ligam, participam mesmo, sugerem algumas coisas. Outra coisa bacana que o programa me acrescentou é conhecer mais a minha própria cidade, porque nós também trazemos histórias de Belém, fazemos perguntas aos ouvintes para o sorteiro de brindes, e isso faz com que eu pesquise bastante também. É importante tu falar de música, mas também é legal tu levar histórias da cidade”, destaca Caleja.

Ao longo de todos esses anos, o programa foi adotando novos quadros e modificando também a história da música e do rádio paraense. Quem, em Belém, não conhece os quadros ‘Cantinho dos Beatles’, ‘No tempo dos Titios’ e os bordões clássicos de Edgar?

 

“Os bordões vieram de pessoas próximas que eu tenho um enorme carinho e de quem eu ouço também. Daí eu digo, nossa vamos consagrar! E eu os adoto. Tenho um para cada dia. Por exemplo, na terça-feira é o dia em que todo mundo se diz recuperado, na quarta-feira já digo que começa a soprar ‘um gostosinho arzinho de fim de semana’, e por aí vai. Eu Acho interessante, é algo divertido, é para brincar com as pessoas, que levam a sério e repetem bastante esses bordões. Para mim é uma felicidade muito grande”, completa o apresentador, que tem o apoio do operador de áudio Reginaldo Águia no programa.

“Antes de iniciar o programa nós fazemos uma programação e discutimos com o Edgar. Sempre buscamos trazer novidades para os ouvintes. Por exemplo, agora, durante o Carnaval, trouxemos marchinhas e os ouvintes gostaram muito. É sempre um prazer diário dividir este trabalho com o Edgar e a Alessandra”, finaliza Reginaldo. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, a partir do meio dia pela Rádio Cultura (93,7 FM), e também pode ser ouvido pelo Portal Cultura (www.portalcultura.com.br).

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