Bate papo com componentes do Clube do Camelo

postado em: Barzin, Eventos, Notícias | 2

O Clube do Camelo, que completou 30 anos em 2019. É um grupo surgiu nos anos 60, quando os amigos Edyr Proença, Raimundo Dantas, Almir Morisson, José Maranhão, Fabiano Moraes e Agostinho Barros iniciaram uma rotina de encontros para tocar, cantar e compor. O grupo cresceu com o passar do tempo e, em 1989, ganhou o nome com o qual ficou conhecido após uma brincadeira surgida em um encontro em que não havia bebida alcoólica e nem água para matar a sede.

O show “Clube do Camelo – 30 Anos – Belém do Pará, 2019”, realizado, ano passado, foi uma volta ao passado das músicas que fizeram sucesso nas noites belenenses, uma celebração ao saudosismo da boa produção paraense. No palco, estavam os camelos – como os integrantes são conhecidos – Almir (vocal), único do grupo original, Firmino Sousa Filho (vocal), Antônio Tobias (vocal e violão), Gervásio Cavalcante (violão), Eduardo Queiroz (e Maurício Lima (percussão). O show teve as participações especiais de Elói Iglésias, Pedrinho Cavalléro, Arthur Espíndola, Alcyr Guimarães, Banda Warilou, Socorro Simão, Milton Monte, Mônica Morisson, Izan Santos e do Coral Técnico da Escola de Música da UFPA (Emufpa).

“O nosso grupo é feito de pessoas que têm outras profissões e que gostam de música. Todos nós somos compositores, a gente canta, toca e compõe. Nos apresentamos todo ano no Teatro Margarida Schivasappa e, também no Bar Teatro Barzin. Musicalmente eclético, o grupo tem composições em ritmos variados, como carimbó, boi-bumbá, samba, guarânia, valsa, fado, marcha-rancho, tango, xote, baião e bolero, entre outros. E chegou a lançar dois CDs gravados em estúdio, o homônimo, em 1989, e “Clube do Camelo- Poetas que Cantam”, em 1997; e um CD gravado ao vivo em vários shows, “Clube do Cabelo Ao Vivo- Volume I”, lançado no ano passado.

Os camelos se encontravam todas as quartas-feiras no escritório de advocacia e atelier de pintura de Dantas, que foi batizado como “sede social” do clube, e, extraordinariamente, às sextas-feiras na residência do Almir, que foi adaptada para receber a turma e ficou conhecida como a “sede campestre”. Em 1989, se juntaram ao grupo Pepê Ayres, Gervásio Cavalcante, Firmino Sousa Filho e Eduardo Queiroz, depois se juntaram Evaristo Nunes, Antônio Tobias, Constantino Otero e, mais recentemente, Maurício Lima e Paulo Storino. Porém, o clube também sofreu baixas com os falecimentos de Pepê Ayres e Edyr Proença, em 1998, Dantas, em 2001, Maranhão, em 2005, Constantino, em 2011, e Agostinho, em 2017.

Dentre as inúmeras composições, destacamos algumas, que fizeram parte do show comemorativo aos 30 anos do grupo no ano passado. Foram apresentadas 20 músicas compostas pelos camelos:

O carimbó “Pulso de Peixe” (Firmino); os sambas “Branquela Custosa” (Almir e Eduardo) e Corpo Fechado (Almir); os samba-canção “A Rua do Poeta” (Proença) e “Sobrevivente do Amor” (Tobias e Eduardo); os boleros “Doces Pecados” (Tobias) e “Somos Iguais” (Firmino); os baiões “Na dança do Boi” e “De Volta à Dança do Boi” (Gervásio e Almir) e “Pão Doce com Garapa” (Gervásio); as canções “Sem ressentimentos” (Gervásio), Vento Belém (Almir) e “Cristalina” (Gervásio e Firmino); a toada de boi “Aboio Marajoara” (Gervásio e Almir); o fado “Navegador” (Ayres); o merengue “Trópico de Gêmeos” (Tobias, Gervásio e Firmino); e o lundu Moreninha Sedutora (Gervásio).

Nesta segunda feira, realizaremos um bate papo com dois dos integrantes de um dos grupos musicais mais antigos de nossa região, o Clube do Camelo.
Conversaremos com Almir Morisson e Gervásio Cavalvante, que fazem parte do grupo de amigos que surgiu nos anos 60, e que iniciaram uma rotina de encontros para tocar, cantar e compor.
A mediação será de José Maria Vilhena e transmitido no Canal do YouTube.
Para participar, clique em INSCREVER-SE, no Canal do Youtube.
Almir de Morisson Faria, nascido em Belém do Pará, em 27 de novembro de 1943. Engenheiro Civil formado na Escola de Engenharia da Universidade federal do Pará, Mestre em Engenharia de Estruturas Pela Universidade de São Paulo. Professor Universitário aposentado pela Universidade federal do Pará. Ex diretor do Centro Tecnológico da UFPA, ex vice-reitor da UFPA.
Esportista, participante de equipes regionais e estaduais de natação, tiro ao alvo e arco e flecha. Músico amador, cantor, violeiro, percussionista e compositor.
PRODUÇÃO ARTÍSTICA:
Composições:
Cerca de 170 (cento e setenta) músicas, especialmente de Música Popular Brasileira, solo e em parceria, nos mais diversos estilos como sambas, guaranias, sambas-canção, choros, canções, boleros, carimbós, valsas, fados, tangos, sertanejos, baiões, etc., parte das quais com registro de autoria concedido pela Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Participante e/ou fundador dos grupos musicais:
Clube do Camelo desde 1988
Estação Seresta desde 2010
Namorados tropicais desde 2000
Escola de Música Beny Monte
Tecnicas vocais dos “Cabeça de Prata” do clube Assembléia Paraense.
Apresentações artísticas:
Aproximadamente 50 (cinquenta) apresentações de shows em bares-teatros e teatros como Teatro do Museu Goeldi, Teatro do Museu do Estado, Teatro Margarida Schivazappa, Teatro Waldemar Henrique, Teatro Estação Gasômetro, Teatro Gabriel Hermes do SESI, Bar-teatro Barzin, Bar-teatro Toca Restô. Apresentações feitas com os grupos acima citados.
Impressões e Gravações:
CD “Clube do Camelo”, gravado com produção independente, em 1995, com um total de 17 (dezessete) músicas das quais 8 (oito) de sua autoria solo ou em parceria e 6 (seis) com sua interpretação.
CD “Clube do Camelo – Poetas que cantam”, gravado em 1997, com patrocínio de Paranav, Aquanova e Contato ótica, com um total de 14 (quatorze) músicas, das quais 7 (sete) de sua autoria solo ou em parceria e 8 (oito) com sua interpretação.
CD “Clube do Camelo ao vivo – vol. 1”, gravado em 2016, com produção independente, com um total de 12 (doze) músicas, sendo 5 (cinco) de sua autoria solo ou em parceria e 5 (cinco) com sua interpretação.
CD “Minhas Canções – Almir Morisson”, gravado em 2017, patrocinado pela Prefeitura Municipal de Belém e Hotel Regente, com um total de 13 (treze) músicas, todas de sua autoria solo ou em parceria e 4 (quatro) com sua interpretação.
CD “1º FEMANIN Festival de Música de Ananindeua”, gravado em 2018, pela Prefeitura de Ananindeua, com um total das 12 (doze) músicas classificadas no festival.
Pen drive “XI Festival de Música Popular Paraense”, realizado pela RBA, gravado em 2019 com patrocínio da VALE com as 12 músicas finalistasdo festival.
CD “Namorados tropicais”, gravado em 2000, ao vivo no teatro Margarida Schivasappa, com sua participação como um dos intérpretes do grupo vocal.
33 (trinta e três) DVDs gravados ao vivo, entre os anos 1995 e 2020, em apresentações dos grupos musicais acima citados.
Livro de crônicas “É do Camelo…”, em parceria com Eduardo Queiroz, publicado pela Universidade Federal do Pará em 2002. Com vinte e cinco crônicas de sua autoria.

Gervásio Protásio dos Santos Cavalcante: vida e obra de um engenheiro e musicista paraense

Gervásio Protásio dos Santos CavalcanteNasceu em 1945, às margens do Rio Companhia, no município de Breves, ilha do Marajó. Filho do Seu Valdemar (comerciante) e da Dona Joana (prendas do lar). Engenheiro eletrônico, formado na UFPA, Mestre em Engenharia pela UFPB-PB, Doutor em Engenharia pela UNICAMP-SP. Foi durante 41 anos professor e pesquisador nas Faculdades de Engenharia Elétrica, depois na Faculdade de Engenharia da Computação e Telecomunicações (orientou 61 trabalhos: de conclusão de curso; extensão e; iniciação científica). Atualmente é professor Titular Voluntário do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFPA na área de Telecomunicações. E em 2018 recebeu o título honorífico de Professor Emérito da UFPA. Na pós graduação, contabilizando, até 2020, a orientação de 29 dissertações de Mestrado; 16 de Doutorado; 4 de pós-doutorado e; 7 orientações de doutorado e 1 de mestrado em andamento.

Na década de 1960 iniciou seus estudos de violão com o saudoso professor Tó Teixeira. Participou dos Conjuntos musicais The Snakes e Os Brasas (como guitarrista ou contrabaixista).  Toca Contrabaixo e Violão de 6 e 7 cordas. No início da década de 1970 produziu suas primeiras composições. Em 1980, ganhou o Troféu Destaque do Ano com o Regional “Flor Amorosa”, em Campinas São Paulo, promovido pela Rede Globo local. A partir de 1986 começou a participar do grupo de seresteiros, hoje O Clube do Camelo, com o qual gravou, em 1994, o CD “Clube do Camelo”.

Em junho de 1997 realizou, no Teatro Margarida Schiwazzappa, seu primeiro Show “O Rio Companhia – Gervásio Cavalcante e amigos” apresentando suas composições e em parceria. Contou com a participação do pessoal do Clube do Camelo Almir Morisson, Dantas, Pepê Ayres, Eduardo Queiroz, Firmino Sousa Filho e Evaristo Nunes e convidados especiais como Salomão Habib, Pedrinho Cavalero, Tynnôko Costa, Kzam Gama, Bererê e sua filha Luciana Cavalcante além, do back Vocal Nazaré Iran, Izan, Irandyr e Walmir Santos. Em janeiro de 1998 foi lançado o segundo CD do Clube do Camelo – “Poetas que Cantam”.

Em 2004 participou do festival do Clube Militar, Rio de Janeiro, obtendo o segundo e terceiro lugares com as musicas Sem ressentimento e Cantata para Amanda, esta, em parceria com Pepê Ayres. Em 2005 compôs um Balé Popular – A Dança dos Peixes Nairus. E em 2013 finalizou a Transopereta “Naíra Encantada”. Vem participando, desde 2010, do Grupo Estação Seresta em vários shows musicais. Ainda em 2010 criou o Coral do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará. É membro fundador da Cooperativa Paraense de Música e Artes Performáticas do Pará (COOPMAP), sendo seu atual Diretor Financeiro. Em 2018 foi lançado o terceiro CD do Clube do Camelo – “Clube do Camelo ao vivo”.

Em 2018 participou do Festival de Música de Ananindeua ficando em 5° lugar coma a musica Aboio Marajoara em parceria com Almir Morisson. E agora em 2019 foi classificado para a final, que será realizada em 28 de novembro, do XI Festiva de Música do Pará com a música Vento Belém em parceria com Almir Morisson. Já participou de mais de 60 Shows musicais do Clube do Camelo. Em 2019, contabilizou 222 composições próprias e em parcerias. Misturam-se músicas instrumentais e com letras. Os ritmos são diversificados como: bolero; samba; samba-canção; baião; xote; carimbó; guarânia; balada; rock; lundu; toada; cantoria; chorinho; merengue; cúmbia entre outros. Suas músicas destacam: o amor; o cotidiano; o modo paraense de ser; a influência da música latina e erudita; sua vida interiorana e; o sonho de um mundo diferente onde, a dança, a música e o canto são os três elementos básicos para o ser humano ser feliz.

2 Responses

    • Moulton Solutions

      De fato, ficamos muito felizes pela oportunidade de bater esse papo com os artistas do Clube do Camelo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

20 − 17 =